Violão popular

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O violão, em sua simplicidade, mesmo quando o pinho tosco se cobre de vernizes e arabescos em madrepérola e pedrarias, parece ter sido criado para a linguagem sonora e sincera dos simples

Dos que sofrem e se queixam, dos que acreditam na poesia das frases musicais; dos que estão sós e precisam falar consigo mesmo sem parecer que estão loucos; dos que não sabem declarar o seu amor como os demais; dos que precisam fugir a realidade, seca por demais para ser aceita sem um pouco de harmonia...”

Este é um trecho da contracapa do disco “Abismo de rosas”, de Dilermando Reis, escrito por Nazareno de Brito, que em poucas palavras, tenta descrever o que o violão representa para nós.

A origem do Violão não é muito clara. Sua história começa há cerca de 2.000 anos a.C.

Na antiga Babilônia, arqueologistas encontraram placas de barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muitos deles similares ao violão atual (1900-1800 a.C). Um exame mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e no braço: Também o fundo é chato, portanto sem relação com o alaúde, de fundo côncavo.

As cordas são pulsadas pela mão direita (para os destros), mas o número de cordas não é claro; em algumas placas, pelo menos duas cordas são visíveis.

Indícios de instrumentos similares ao violão foram encontrados em cidades como Assíria, Susa e Luristan.


O violão, em sua simplicidade, mesmo quando o pinho tosco se cobre de vernizes e arabescos em madrepérola e pedrarias, parece ter sido criado para a linguagem sonora e sincera dos simples

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